A teoria que se tem de que os veículos roubados e furtados são levados exclusivamente para a Bolívia e o Paraguai, desfez-se após a confirmação de que os desmanches são em maior parte em nossa região e as peças também comercializadas por aqui. Desde maio de 2015, está em vigor uma legislação nacional que regulamenta essa prática, mas infelizmente falta implementação em nosso Estado. Isso não quer dizer que todas as empresas estão ilegais, mas é bom ter cautela em casos de não conhecer a procedência e a origem das peças na hora da compra. Quando uma pessoa consome um produto que é fruto de roubo ou furto, deixa de colaborar com a segurança pública e ainda acaba sustentando esse ciclo criminoso.

Mas nem sempre o destino desses veículos é o desmanche pois muitos são utilizados para a clonagem. Os criminosos alteram a placa de identificação, fazem a adulteração do chassis e o veículo volta ao mercado. Há também o roubo seguido de sequestro, o qual apavora as famílias pois os criminosos levam junto com eles a vítima. Algumas vezes, os abandonam em algum local sem danos, a não ser psicológico e material. Mas há casos em que por pura maldade, em um ato de violência gratuita, causam danos corporais e muitas vezes irreversíveis.


A produção do Segurança em Debate conversou com uma vítima de roubo seguido de sequestro. A proprietária do veículo Kia Soul estava estacionada nas proximidades do Colégio Elias Moreira quando dois indivíduos armados a abordaram por volta das 21h e entraram no seu veículo. A vítima foi levada até o Bairro Piraí e durante todo o trajeto, com a cabeça entre as pernas, ela foi recebendo ameaças. “Eu fui rezando, não fazia ideia para onde estavam me levando e o que aconteceria comigo”, explica a vítima. Chegando em uma estrada sem iluminação pública, ela foi forçada a sair do veículo e virar de costas. “Nesse momento eu pensei que levaria um tiro, mas eles foram embora e eu fui pedir ajuda”, complementa. A vítima manteve a calma em uma situação que é normal entrar em pânico. O comportamento nessa hora pode ser fator decisivo para evitar maiores danos.


Os sequestros relâmpagos ocorrem na maioria dos casos à noite, em ruas com pouca iluminação, no momento em que a vítima está entrando ou saindo do carro, ou dentro dele estacionado. Os criminosos escolhem suas vítimas pela imagem que ela transmite ou pelo modelo do seu veículo. Se estiver distraído em um local ermo onde a fuga é mais rápida, acaba se tornando uma presa ainda mais fácil. Já os furtos costumam ocorrer em ruas próximas de grandes centros comerciais como shopping centers, clínicas médicas, postos de saúde, hospitais, maternidades, restaurantes ou mesmo igrejas e universidades. Ao entorno de shopping centers, o criminoso prevê uma demora de ao menos 10 minutos para o retorno do cidadão do bem, possibilitando a abertura do veículo e a fuga.

Outro dado alarmante, conforme estatística divulgada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), aproximadamente 60% dos jovens no país já foram roubados, sendo essa enquete realizada com 18.244 pessoas de 15 a 26 anos. Segundo a pesquisa, 23,22% dos respondentes (4.237 pessoas) foram vítimas de roubo mais de uma vez e 30,98% (5.652 jovens) contaram que foram assaltados apenas uma vez. Os jovens no Brasil são os que mais sofrem com esse tipo de crime, mas também são os que mais causam. Esse número expressa a necessidade de atenção a essa faixa etária, pois precisam de muita orientação.


Segundo dados da Confederação Nacional de Seguros (CNSEG), no Brasil também são furtados ou roubados 57 veículos por hora sendo praticamente um veículo por minuto. Manaus foi a capital onde o roubo e furto de veículos mais aumentou (25,63%) em 2015 na comparação com 2014, seguido por Porto Alegre (24,34%) e Recife (11,51%). No Rio de Janeiro, o aumento foi de 5,04% e Santa Catarina 16,5%. O pior ainda é que grande parte desses veículos não são recuperados, deixando mais de mil pessoas lesadas por dia.

Não é difícil se tornar estatística. Quem não foi vítima, conhece alguém que já foi.
Levando em conta que o seguro não cabe no bolso de muitas famílias e que a maior parte da frota do país é financiada, o prejuízo pode ser ainda maior pois a vítima segue pagando um bem que não possui mais. Mas por que é tão caro o seguro em nosso país? Um dos motivos que agrava o valor é que alguns segurados aplicam o golpe do seguro, pedindo para roubar o próprio veículo para depois ser ressarcido. Esse golpe aumenta a perda de veículos segurados contribuindo assim para o alto valor das apólices. Outro item avaliado no perfil, no momento da cotação do seguro, é a região onde reside. Se o endereço é próximo ou em locais com alto índice de roubo ou furto, o custo da apólice será mais alto. Compreende-se então que esse prejuízo todos nós pagamos e a sociedade está farta disso. Por outro lado, enquanto a situação se mantém crítica e os índices só aumentam, existem alternativas eficazes para não fazer parte dessa estatística. O rastreamento de veículos é uma boa opção tanto para quem não tem seguro, quanto para quem já tem, pois se trata de segurança e não somente de proteção de bens. Ter a localização da família no celular através de um aplicativo de rastreamento, saber se os filhos e esposo(a) chegaram em seu destino ou se estão se deslocando é uma tranquilidade que todos querem, tendo em vista a violência que vivemos hoje. Para fazer uma boa escolha na hora de contratar esse serviço, o essencial é se certificar de que há assistência 24 horas para recuperação do seu veículo e se o próprio cliente tem a autonomia de visualizar o veículo pelo seu celular.



O especialista em segurança Jonas Alves, Policial Militar da reserva e com oito livros publicados na área da segurança no Brasil, comenta que os bandidos vêm se aprimorando. “Com a evolução da tecnologia e o aumento da criminalidade, faz-se necessária a utilização do rastreamento não só por uma questão de proteger o bem material, mas porque permite a localização das pessoas”, explica Jonas. Inclusive o especialista, em suas consultorias, frequentemente indica seus clientes a utilizarem o Quatenus para proteção, seja dos empresários, ou das famílias.

A Quatenus Rastreamento desenvolve tecnologias para auxiliar esse cidadão de bem. Seu histórico de contribuição com a segurança pública e a excelência de seus serviços prestados vem tomando uma proporção cada vez maior nos quatro continentes que a empresa atua (Europa, América, Ásia e África), tendo mais de 30.000 veículos rastreados pelo mundo. Conforme relato do Comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar de Santa Catarina em Joinville, Tenente Coronel Jofrey Santos da Silva, a Quatenus vem contribuindo para aumentar a segurança da população. “A Quatenus tem colaborado com a segurança pública oferecendo serviço de rastreamento aos cidadãos joinvilenses, auxiliando em recuperações de veículos através de sua tecnologia”, explica. São centenas de veículos recuperados nos últimos anos em operação no Brasil: carros, motos, jet skis, quadriciclos, cargas, objetos, máquinas, tratores e caminhões, inclusive com índice de 100% de recuperação de veículos no Sul do Brasil.


Um maior investimento nos órgãos de segurança pública por parte dos estados e a colaboração da comunidade nas denúncias faz-se necessário para que o combate ao crime tenha cada vez mais força e êxito por cidadãos que lutam por uma cidade mais justa e mais segura. Entretanto, é essencial que as pessoas busquem tecnologias que lhes confiram maior proteção enquanto essas melhorias não chegam, pois o  criminoso  é um predador social e está pronto para agir a qualquer hora do dia. O bandido não tem turno de trabalho de apenas 8 horas e a precaução é a melhor segurança.
Fonte: Quatenus